DNS e entregabilidade do e-mail
Este guia mostra como deixar o e-mail do seu domínio dentro das exigências de remetentes do Gmail, do Yahoo e da Microsoft. Isso aumenta as chances de a mensagem chegar rápido e de cair na caixa de entrada. Nenhum servidor pode garantir a caixa de entrada: a decisão final é do provedor do destinatário e depende também da reputação do seu IP e do conteúdo.
Os exemplos usam exemplo.com.br e 203.0.113.10. Troque pelos seus valores.
Por que o primeiro e-mail pode demorar alguns minutos
Seção intitulada “Por que o primeiro e-mail pode demorar alguns minutos”Com IP e domínio novos, o Gmail costuma responder “tente mais tarde” (códigos 421 4.7.28 ou 4.7.0).
O servidor guarda a mensagem e tenta de novo; a primeira nova tentativa é em cerca de 2 minutos. Isso
diminui com semanas de envio regular, em volume baixo e crescente, e sem reclamações. O painel mostra a
causa em Saúde do envio de e-mail, no item “Fila de envio”.
Atenção: se o motivo for 4.7.26, 4.7.27, 4.7.30 ou 4.7.32, não é limite de taxa. É falha de
autenticação (SPF, DKIM ou alinhamento do domínio do remetente) e esperar não resolve: confira SPF e DKIM
abaixo e o domínio usado como remetente.
1. Configure o DNS na ordem
Seção intitulada “1. Configure o DNS na ordem”Abra o domínio na página de E-mail. O card Saúde do envio de e-mail tem o Passo a passo do DNS, com os registros em ordem e botões de copiar:
- A de
mail.exemplo.com.brpara o IP do servidor. - MX do domínio apontando para
mail.exemplo.com.br. - SPF (TXT) autorizando o IP do servidor.
- DKIM (TXT em
paas._domainkey), a chave pública gerada pelo painel. - DMARC (TXT em
_dmarc), começando porp=nonee endurecendo depois. - Opcionais: TLS-RPT e MTA-STS.
Cloudflare: nuvem cinza
Seção intitulada “Cloudflare: nuvem cinza”No painel do Cloudflare, em DNS, os registros A de mail (e de autoconfig, se existir) precisam
estar com a nuvem cinza (“DNS only”). Com a nuvem laranja (proxy), o IP que os outros servidores
enxergam é o do Cloudflare, que não recebe e-mail, e o MX e o SPF deixam de bater. Nos registros MX e
TXT o Cloudflare não tem proxy. No campo MX, o servidor de e-mail é mail.exemplo.com.br e a prioridade
é 10.
PTR (DNS reverso) no provedor da VPS
Seção intitulada “PTR (DNS reverso) no provedor da VPS”O PTR não fica no DNS do seu domínio. Ele é configurado no painel do provedor da VPS (campo “reverse
DNS” ou “rDNS”, na tela do IP). Deve apontar para o nome do servidor mostrado no painel, por exemplo
mail.exemplo.com.br, e esse nome precisa ter um registro A para o mesmo IP. Sem PTR, vários provedores
adiam ou rejeitam a mensagem.
O PTR é por IP do servidor, não por projeto nem por domínio: um único PTR, apontando para o nome do servidor de e-mail (o mesmo do HELO/EHLO, que precisa ter registro A de volta para o IP), vale para todos os projetos. Na Contabo: Customer Control Panel, abra o menu Reverse DNS Management, escolha o IP, digite o nome e salve. Em outra hospedagem, procure “Reverse DNS”, “rDNS” ou “PTR”; se não houver, abra um chamado. O painel mostra o nome esperado, o valor encontrado e um texto pronto (“Peço configurar o DNS reverso (PTR) do IP X para o nome Y”), já com os dados da sua VPS.
Por que é atenção importante e não crítico: com SPF, DKIM e DMARC passando, o Gmail aceitou mensagens sem PTR. Microsoft, Yahoo e servidores corporativos podem atrasar ou recusar, então resolva antes de enviar em volume.
2. Leia o painel de saúde
Seção intitulada “2. Leia o painel de saúde”Clique em Verificar a saúde agora (limite de 6 por minuto). Cada item tem estado:
- OK: conforme.
- Atenção: funciona, mas pode piorar a entrega (chave DKIM de 1024 bits, DMARC herdado, certificado perto de vencer, DNS ainda propagando).
- Crítico: tende a impedir ou prejudicar muito o envio (porta 25 bloqueada, falha de SPF, DKIM ou DMARC, servidor parado). Um aviso vermelho lista esses itens. Os itens em atenção que também afetam a entrega (como o PTR) aparecem num aviso laranja.
Os itens vêm em dois grupos: Servidor (IP, DNS reverso, porta 25, certificado e listas de bloqueio, que valem para todos os projetos) e Domínio (A, MX, SPF, DKIM, DMARC, propagação, MTA-STS, TLS-RPT e a fila de envio daquele domínio, de cada domínio). Na página de cada projeto com e-mail, a aba Remetente mostra o pior nível entre domínio e servidor, com a contagem de cada um, e destaca em vermelho qualquer crítico do servidor.
Cada item que não está em ordem tem um botão O que fazer com passos curtos e valores para copiar. Quando o DMARC está em p=none e tudo certo, o painel sugere, sem impor, subir para p=quarantine só depois de 2 a 4 semanas de relatórios bons; o risco é uma mensagem legítima que falhe ir para o spam, e dá para voltar a p=none. Os opcionais (MTA-STS, TLS-RPT) aparecem como Opcional · não configurado ou Opcional · incompleto: ficam visíveis, dizem o que melhoram, mas não contam em “em atenção” e não mudam o selo do domínio nem o geral.
MTA-STS: o painel publica o arquivo da política sozinho, em https://mta-sts.seudominio/.well-known/mta-sts.txt, com certificado próprio (modo testing, que só relata). Para ligar, crie dois registros no DNS: o A de mta-sts.seudominio apontando para o IP da VPS (somente DNS, nuvem cinza no Cloudflare; pode ser também um CNAME para mail.seudominio) e o TXT _mta-sts com o valor mostrado na tela. O item confere os dois e o arquivo e diz o que falta: o A, o TXT, o arquivo que não abre ou o certificado que ainda está sendo emitido (leva de segundos a poucos minutos depois que o A existe). Se a política já abre e é válida (mesmo hospedada fora do painel), o A não é cobrado. Se o servidor de e-mail mudar, o texto da política muda e o valor do TXT também: a tela mostra o valor novo. A publicação automática exige o domínio do painel configurado (Configurações → Domínio do painel); sem ele o item avisa. Se você publicar uma política em enforce que não lista o servidor de e-mail real do domínio (o MX que está no DNS, que pode ser de outro provedor), quem envia recusa a entrega: nesse caso o item deixa de ser opcional e acende, dizendo qual MX ficou de fora. O curinga *.exemplo.com vale para um nível só. Se uma política que estava em enforce deixar de abrir, o item avisa em atenção, porque os remetentes seguem usando a cópia guardada até ela expirar. Domínio cujo MX não é o deste painel não deve usar a política publicada pelo painel (ela lista o servidor do painel): o item avisa.
MTA-STS, passo a passo do que o painel faz sozinho e do que fica com você:
- Do lado do painel (automático, para todo domínio de e-mail): ao criar o domínio, o painel registra
mta-sts.seudominiono proxy e, se o DNS já aponta para a VPS, abre a própria URL da política para o certificado ser emitido na hora. Na subida do painel e a cada 30 minutos o mesmo roda para os domínios que ainda não têm a política ativa, poucos por vez e respeitando os limites de certificados. Na lista de domínios, cada um mostra MTA-STS: aguardando DNS, emitindo ou ativo. - Do lado do seu DNS (você): o
Ademta-sts.seudominioe oTXT_mta-sts. O painel não os cria: ele não tem acesso ao seu provedor de DNS (nem token do Cloudflare). A aba Checklist DNS os lista junto de A, MX, SPF, DKIM e DMARC, com o selo Opcional e o status encontrado ou faltando; eles não entram na contagem “x/y OK”. - Quando está funcionando: só vale como Ativo quando a política abre em HTTPS, é válida e o TXT
_mta-stsexiste com oidcerto (um DNS curinga que aponta o A para a VPS não basta: sem o TXT nenhum remetente usa a política, e a lista mostra “MTA-STS: falta o TXT”). O item mostra o selo Ativo e o texto “MTA-STS ativo em modo de teste”. Os passos de configuração somem; fica só um Detalhes recolhido com os valores, para consulta. - Quando falta algo: o O que fazer mostra a situação (A, TXT e política, cada um com ✓ ou ✗ e a palavra “Pronto” ou “Falta”) e só os passos do que falta: se o A existe e falta o TXT, aparece só o TXT.
- Botão Verificar (na própria caixa, só administradores): roda só este item na hora. Consulta o A e o TXT; se o nome ainda não estava registrado no proxy, registra; se o DNS aponta e falta o certificado, dispara a emissão e acompanha (“emitindo…”, nova conferência a cada poucos segundos, até um limite); se falta DNS, mostra exatamente qual registro, com o valor certo do
ide botão de copiar. O resultado é o próprio item da saúde, avaliado pela mesma regra da verificação completa (MX reais,enforce, política inválida), e o aviso do topo e as contagens se atualizam junto. Tem limite de taxa, cota própria de tentativas de emissão por hora (esgotada, a caixa diz “tente às HH:MM”) e vai para a auditoria sempre que o painel recarrega o proxy ou dispara uma emissão. iddo TXT desatualizado: quando o servidor de e-mail muda, a política e oidmudam. Pela RFC 8461, quem já guardou a política antiga a usa até omax_age(1 dia), então o painel aceita o TXT com oidanterior por 24 horas: o item continua Ativo e só lembra de trocar pelo valor novo. Passado esse prazo, vira “id desatualizado”.
Marcar como ciente: alguns itens dependem do provedor da VPS e não do painel, como o DNS reverso (PTR) e a porta 25 de saída. Em cada um há o botão Marcar como ciente (com um motivo opcional; só administradores). O item continua visível com o selo Ciente, não conta em “em atenção” e sai do aviso do topo. Só vale para item em atenção: o que está crítico, como a porta 25 bloqueada (nenhum e-mail sai), não pode ser silenciado. Se o problema mudar (o PTR passa a apontar para outro nome, ou a porta 25 passa a bloqueada), ele volta a contar sozinho; Desmarcar também volta ao normal. Para o PTR, o passo a passo do Contabo continua valendo: lá dá para configurar no Customer Control Panel; “ciente” serve para quando você decidiu não fazer agora.
Itens: A, MX, SPF (inclusive o limite de 10 consultas DNS), DKIM, DMARC, PTR, porta 25 de saída, fila, certificado TLS, listas de bloqueio, propagação e, como bônus, MTA-STS e TLS-RPT. O painel repete a verificação todo dia. Reputação do IP e reclamações não dá para medir daqui: use o Google Postmaster Tools e o Microsoft SNDS.
Mudou o DNS? Aguarde: pode levar de minutos a horas. O item “Propagação” avisa quando os resolvedores ainda discordam.
3. Teste e confira no Gmail
Seção intitulada “3. Teste e confira no Gmail”Em Enviar e-mail de teste, digite um endereço seu e envie (máximo de 60 por dia). Depois de “entregue”:
- Abra a mensagem no Gmail.
- Clique nos três pontos e em Mostrar original.
- Confira que SPF, DKIM e DMARC estão como PASS.
- Veja se caiu em Spam; se caiu, marque como “Não é spam” para ajudar.
O painel não lê a sua caixa; ele só informa o resultado do envio no servidor.
Se algo não fecha
Seção intitulada “Se algo não fecha”Veja Solução de problemas para porta 25 bloqueada e e-mail em spam.
O e-mail de um projeto não chegou? Veja O e-mail do meu app não chegou.